Trabalho na Suiça

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Trabalho na Suiça

Mensagem  Marques em Dom Nov 16, 2008 2:35 pm



A Internet transformou-se, hoje em dia, num poderoso instrumento para a procura de um emprego.

Na Suíça existem vários portais, onde empregos são anunciados. O candidato deve, porém, saber idiomas como francês, inglês, italiano ou alemão.

Procura de trabalho na Suíça

Na era das tecnologias de informação, os caminhos tradicionais para encontrar um emprego - indicação, anúncios de jornal, cartas com currículo ou apresentação pessoal - são cada vez mais substituídos por formas modernas como motores de procura.

A Suíça é um dos países com a maior concentração de computadores por metro quadrado. Nesse contexto, nada mais óbvio que empregadores prefiram anunciar suas vagas em uma das centenas de sites criados nos últimos anos. Esta página apresenta uma pequena seleção deles e algumas dicas para a pesquisa bem sucedida.

Algumas dicas

Em primeiro lugar, o interessado precisa escolher a região na Suíça onde gostaria de trabalhar. Alguns motores de procura são especializados, por exemplo, na parte de expressão francesa do país. Outros já são específicos para determinadas profissões (como informáticos ou pessoal das áreas de saúde). Em segundo lugar, é necessário olhar com atenção as qualificações exigidas como profissão, anos de experiência, nacionalidade (lembrando-se que cidadãos da UE têm mais facilidade para entrar no mercado de trabalho helvético) e formas de candidatura.

Algumas empresas exigem o envio clássico de currículos, que devem ser somados a cópias dos diplomas, cartas de avaliação dos trabalhos anteriores, foto e uma pequena carta de apresentação. Outras já oferecem formas modernas como formulários online. Antes de tudo: leia bem com atenção o anúncio encontrado na Internet.

Uma boa dica, antes do envio da candidatura, é ligar para a empresa (caso um telefone de contato seja oferecido) para perguntar sobre detalhes que não estão no anúncio. Isso mostra interesse e marca um pouco a "presença". Outra possibilidade interessante é enviar um currículo não solicitado, ou seja, sem um anúncio concreto. Em alguns casos a tentativa pode dar certo, sobretudo quando a empresa está em fase de expansão.

Em todos os casos, a pesquisa na Internet demanda tempo e paciência. Mas quem procura realmente um emprego, nenhum esforço é pouco...

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Re: Trabalho na Suiça

Mensagem  Marques em Dom Nov 16, 2008 2:42 pm

Busca de trabalho na Suíça exige conhecimento de idiomas



A taxa de desemprego na Suíça costuma ser baixa em relação a outros países europeus, chegando a 2,3% da população ativa, em junho deste ano, segundo a Secretaria de Estado de Economia, SECO.

Porém os interessados em buscar trabalho no país devem avaliar primeiro as possibilidades e restrições estabelecidas nas leis suíças antes de lançar-se na nova experiência, além de dispor de bons conhecimento de pelo menos algum dos idiomas nacionais.

Cidadãos provenientes da União Européia têm mais chances de conseguir uma oportunidade de trabalho na Suíça porque podem beneficiar-se do acesso facilitado ao mercado de trabalho do país, independente da qualificação, segundo o que está estabelecido no acordo de livre circulação entre a Suíça e países da União Européia, em vigor desde 2004.

Segundo o Departamento Federal de Migrações, BFM (sigla em alemão), estrangeiros nessa situação podem estabelecer-se na Suíça como trabalhadores assalariados ou independentes, como estudantes em uma instituição pública ou privada, inclusive para fins de formação profissional. Também é permitido que cidadãos de países da UE permaneçam na Suíça, caso tenham recursos suficientes para si e para dependentes, desde que contem com seguro contra doenças e acidentes, válido na Suíça.

Europeus podem ainda trabalhar até três meses na Suíça sem autorização, porém o cidadão deve se inscrever na autoridade cantonal correspondente, declarando a natureza do trabalho. Caso o período de atividade seja de mais de três meses é preciso obter uma autorização de estadia, junto à autoridade local de residência do trabalhador.

Profissionais que queiram trabalhar na Suíça de maneira independente ou estejam procurando emprego há mais de três meses, também necessitam autorização.

Mais informações: http://www.bfm.admin.ch/bfm/fr/home/themen/schweiz_-_eu/aufenthalt_der_eu.html

Último recurso

Para cidadãos não europeus, as restrições são maiores. Apenas profissionais qualificados, com diploma universitário e experiência, são admitidos, em contingentes limitados, ou em casos que justifiquem uma exceção. Por exemplo, quando se busca mão-de-obra especializada, não disponível na Suíça.

Segundo a ordem de prioridade, prevista na Lei dos Estrangeiros em vigor desde o início de 2008, o empregador que contrata um não europeu deve provar que: não encontrou nenhum profissional de nacionalidade suíça, nem estrangeiros em atuação na Suíça, e nenhum cidadão da comunidade européia.

Portanto, a melhor maneira vir para a Suíça para trabalhar é conseguir um contrato de trabalho antes de embarcar, o que permite ao profissional chegar ao país com um visto em mãos. Nesse caso, o empregador suíço deve entrar em contato com o consulado da Suíça na região onde vive o cidadão contratado antes da viagem.

Mais informações: http://www.eda.admin.ch/eda/pt/home/reps/sameri/vbra/cgsao/vissao.html#0026

Onde procurar

Normalmente as ofertas de empregos disponíveis são publicadas nos suplementos de jornais locais e diários oficiais como "Anzeiger" e "Journal Officiel" (grátis). Os grandes jornais regionais como "Tagesanzeiger", "Le Temps", "Basler Zeitung", "Neue Zürcher Zeitung" também publicam suplementos especiais com anúncios de empregos.

Além disso, os sites especializados no assunto podem ajudar quem procura um emprego na Suíça. Alguns oferecem também dicas de como preparar currículos adequados. (ver lista).

Contatos pessoais, anúncios em supermercados oferecendo trabalho, busca em pontos de encontro de cada bairro ("treffs") e até períodos de trabalho voluntário são estratégias possíveis para conseguir um emprego. Algumas vezes um trabalho temporário ou sem remuneração serve de trampolim para algo melhor, porém nem sempre é possível passar períodos sem remuneração, dependendo da situação pessoal.

Para estrangeiros, outra opção são as organizações internacionais, e a Suíça abriga várias delas. Nos sites de cada uma delas é possível obter informações de vagas disponíveis ou concursos.

Estratégia pessoal

O mexicano Ulises Macías chegou à Suíça sem profissão definida, em 2003. Depois de passar seis meses estudando alemão de forma intensiva conseguiu um emprego por intermédio de pessoas conhecidas.

"Meu primeiro trabalho foi cuidar de crianças em uma escola, no período em que ficavam realizando atividades depois das aulas", conta ele que é casado com uma cidadã suíça. Logo em seguida ganhou a vida montando cenários para espetáculos até que decidiu entrar para a área da saúde e chegou a mandar currículos para dez hospitais. As respostas vieram de três deles, mostrando interesse.

"Comecei fazendo um estágio de assistente de enfermeiro" conta. "Agora trabalho na sala de cirurgia e faço um curso técnico de assistente para centros cirúrgicos, pago pelo hospital Sonnenhof, onde trabalho", explica. Segundo Macías, a vantagem do setor hospitalar é que há interesse dos hospitais, sobretudo os privados, em investir na capacitação profissional dos contratados.

Quando os estudos são realizados na Suíça há mais possibilidade de conseguir um trabalho na área de estudo, ou ter os certificados reconhecidos facilmente. Esta foi a estratégia da venezuelana Verónica Vargas, que já completou cinco anos em território helvético.

"Logo que cheguei estudei alemão e depois fiz o curso de biblioteconomia e documentação, em Chur (cantão de Grisões)", conta. Depois de fazer estágios na área, conseguiu um emprego de tempo integral na "Bern Zentralbibliothek".

Idiomas

O conhecimento de francês, alemão ou italiano, idiomas oficiais suíços, aumenta as possibilidades de conseguir um trabalho. Quanto mais longe o imigrante estiver no aprendizado do idioma, mais rápida pode ser a integração no mercado de trabalho e na cultura do país.

O cubano José Israel Larrea Luna, hoje dá aulas de espanhol no Migros, mas já havia terminado os estudos em línguas germânicas quando decidiu vir para Suíça. Além disso, mandou o currículo para a escola de idiomas, mas só depois de um ano foi chamado para dar aulas.

Enquanto isso trabalhou em uma livraria, em Berna. Ele conta que até agora nunca teve salários muito altos. "Eu sei viver com pouco dinheiro porque cresci em outra sociedade", diz. "Talvez eu não tenha as mesmas necessidades de um suíço", completa Larrea que vive com seu companheiro. Segundo ele, para um imigrante que chega só, a vida é difícil e as condições de trabalho são duras. "Mesmo como professor, o trabalho é muito pouco constante, depende sempre do número de alunos", explica.

Liberdade ou insegurança

O mercado de trabalho suíço é bastante flexível e permite que alguém assine contratos para trabalhar apenas meio período, ou três dias por semana, conforme seja o acordo entre as partes.

Ao mesmo tempo em que isso significa uma possibilidade para trabalhar um pouco menos e dedicar o resto do tempo a outras atividades, pode resultar também em um acordo de trabalho que não garanta a subsistência de uma família.

As leis da Suíça não prevêm valor de salário mínimo, limite de horas de trabalho ou décimo terceiro salário. A possibilidade de demitir ou contratar alguém é total, porém algumas categorias de trabalhadores são mais bem regulamentadas quando são negociados acordos coletivos de trabalho entre os sindicatos e os empregadores.

"As leis suíças relativas ao trabalho oferecem pouca proteção aos trabalhadores", diz a portuguesa Margarida Pereira, secretária do sindicato Unia, na área de imigração.

Migrantes

Contratos de trabalho de grande flexibilidade geralmente reduzem os encargos para os empregadores, porém resultam também em desvantagens para os trabalhadores.

A insegurança gerada por este tipo de relação de trabalhista contribui, muitas vezes, para dificuldades de integração no local de trabalho, redução das oportunidades de promoção e instabilidades na vida pessoal e familiar do trabalhador.

Os migrantes são muitas vezes afetados por tais situações. Segundo Margarida Pereira os estrangeiros são os que mais sofrem com o mercado flexível, pois acabam se sujeitando às oportunidades que surgem como os trabalhos temporários e contratos por chamada, entre outros.

"Conheço casos de mulheres que aceitavam contratos para limpeza em hotéis eram pagas pelo número de quartos que limpavam", diz. "Nas primeiras vezes limpavam muitos quartos e eram razoavelmente bem pagas, mas depois o volume de trabalho diminuía e elas já não podiam viver com o que ganhavam", conta Margarida.

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Re: Trabalho na Suiça

Mensagem  Marques em Dom Nov 16, 2008 2:47 pm

Trabalho na Suíça como "au pair"



Aprender um idioma, ganhar algum dinheiro e conhecer os costumes locais são uma combinação interessante para jovens entre 18 e 25 anos, que querem acrescentar a experiência de viver no exterior ao seu currículo.

Os programas Au Pair reúnem essas oportunidades.

A boa notícia é que este tipo de intercâmbio, antes apenas permitido para cidadãos de países da União Européia ou de membros do EFTA (Noruega, Islândia ou Liechtenstein), agora está aberto para candidatos de qualquer país, desde que a nova lei dos estrangeiros entrou em vigor, na Suíça, no início de janeiro.

Segundo o órgão suíço responsável por assuntos migratórios, a Divisão Federal de Migração (BFM na sigla em alemão), o país quer promover o intercâmbio cultural.

Como funciona

Normalmente, as famílias interessadas em receber jovens e os candidatos para o trabalho se inscrevem em agências especializadas. Em uma segunda etapa são feitas entrevistas com cada parte até que se possam encaixar estudantes com o perfil desejado, em cada família.

Os participantes do programa contam com um quarto privativo na casa onde se hospedam e recebem cerca de 700 francos suíços por mês, como salário, além de folgas semanais.

Em troca, têm a obrigação de freqüentar cursos de idiomas com carga horária de aproximadamente quatro horas por dia, e ajudar nas tarefas da casa, como cuidar das crianças, lavar roupas e preparar refeições simples. Estas tarefas podem somar entre 30 e 40 horas de trabalho, por semana. Todas as regras devem estar previstas em contrato.

Experiências positivas

Até agora a prática é muito mais comum entre famílias e estudantes suíços, que buscam aprender os idiomas oficiais do país para melhorar o currículo antes de começar a formação profissional.

Apesar da procura por esta atividade ser mais freqüente entre mulheres, a experiência como Au Pair foi positiva para o empregado comercial suíço, do cantão do Emmental (centro), Markus Fankhauser.

Há alguns anos ele decidiu aceitar a proposta de uma família de Semsal, no cantão de Friburgo, para passar um período aprendendo francês. "Eu cuidava das crianças e lavava as roupas da família, mas aprendi o idioma e a viver com mais independência", conta.
"Me sentia como um membro da família e participava dos passeios de fim de semana", acrescenta.

Para famílias com um esquema de vida que inclui horários irregulares, ter um jovem, ou uma jovem Au Pair em casa pode ser uma boa solução.

Foi o caso da enfermeira Violaine Buillard , mãe de três crianças e esposa de um médico, que vive em uma área rural perto de Estavayer au Lac, no cantão de Friburgo.

Ela já teve cinco jovens Au Pairs morando em sua casa. "Uma delas estava especialmente motivada para aprender o idioma, tinha carteira de motorista e me ajudou muito com as crianças", diz. "Com nossos horários de trabalho seria muito difícil organizar-nos de outra maneira", afirma.

Motivação, vontade de aprender e bom relacionamento com crianças são as qualidades ideais para jovens que almejam vir à Suíça como Au Pair, segundo Sabine Conrad, agente da Pro Filia no cantão dos Grisões (leste), uma das agências que faz o trabalho de colocação de Au Pairs em várias regiões do país. "Uma das melhores maneiras de aprender um idioma é passar um período com uma família e cuidar das crianças", diz.

Candidatos não europeus

As agências especializadas em alocar jovens Au Pair em famílias suíças foram surpreendidas com a decisão da nova lei dos estrangeiros, mas já começam a preparar o terreno para a chegada dos candidatos que vêm de outros continentes.

"Com a possibilidade da chegada de Au Pairs de fora da Europa, as famílias têm que estar melhor preparadas para lidar com as diferenças culturais", explica Edith Stillhart, agente da Pro Filia, no cantão de Saint Gallen.

"Este trabalho de esclarecimento leva tempo", afirma. Por esta razão, programas Au Pair incluindo estrangeiros ainda não são muito comuns na Suíça. "Os detalhes sobre as regras que vão reger os contratos entre famílias suíças e Au Pairs não europeus ainda não estão totalmente estabelecidas" explica Stillhart.

Ela acrescenta que facilita, para candidatos estrangeiros, ter pessoas conhecidas na Suíça, sejam parentes ou amigos. Mesmo que eles não pertençam à família onde o jovem vai hospedar-se como Au Pair.

"Assim temos uma referência dessas pessoas e podemos contar com esse conhecidos, caso os Au Pairs tenham que deixar a família por algum motivo e não tenham para onde ir antes de voltar ao país de origem", diz.

Por razões de segurança dos Au Pairs e das famílias, a recomendação é sempre aderir ao programa por intermédio de uma agência com experiência nesse tipo de intercâmbio, conhecida no mercado e que forneça um contrato com os direitos e deveres dos jovens e das famílias que os recebem.

A agência geralmente informa sobre os procedimentos para obtenção de vistos e faz a mediação entre a família e os Au Pairs, também durante o período na Suíça, caso seja necessário.

Como candidatar-se

As agências suíças que aceitam candidatos para o programa Au Pair ainda não contam com parcerias para atuar em todos os países. Por esta razão os interessados em procurar uma família que os receba no país devem entrar em contato diretamente com as agências Pro Filia ou Go2talk, em francês ou alemão.

Uma taxa de serviço normalmente é cobrada pela agência para alocar os Au Pairs nas famílias. No caso de candidatos estrangeiros estes valores ainda não estão definidos. O programa dura no máximo um ano, só pode ser feito uma vez, e está aberto para homens e mulheres.

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